José Nário, autor do livro “Minha Janela Para o Nascente”, recebeu amigos e leitores na sexta-feira, dia 14 de novembro, nas dependências da Câmara Municipal de Muzambinho, para o lançamento da referida obra. Na ocasião, vários exemplares foram adquiridos pelos presentes e autografados pelo autor. Logo após o colunista recepcionou a todos com um coquetel.
Confira, a seguir, entrevista com o autor.
1. O que é que significa, pra você, esta obra?
R. Antes de mais nada, significa a realização de um sonho. Todas as pessoas que escrevem, creio eu, têm vontade de juntar seus escritos em um livro. Mesmo que a pessoa publique continuamente em outros tipos de mídia. Acho que o livro tradicional continua encerrando uma magia especial que não é capaz de ser suprida por outros veículos.
2. Qual o conteúdo principal do seu livro?
R. Crônicas e mini-contos. As definições às vezes se confundem. Mini-contos geralmente são crônicas, mas nem todas as crônicas são mini-contos.

3. De forma resumida, o que são crônicas?
R. São comentários ou reflexões sobre fatos do cotidiano, que podem ou não ser incrementadas com um boa dose de fantasia. Um exemplo é a crônica policial, presente em todos os jornais, que às vezes inspiram bons textos literários, novelas, filmes.
4. O universo de quem escreve é diferente ou vocês vêem o mundo de forma diferente?
R. Acho que o universo de todas as pessoas é semelhante. O que difere é a forma de enxergá-lo. Talvez os cronistas sejam um pouco mais observadores e detalhistas. Talvez passem, inconscientemente, grande parte do seu tempo à procura de detalhes que são pouco notados pelos demais.

5. Você considera que tenha alguma influência marcante? Algum escritor que tenha lhe influenciado de forma especial?
R. Acredito que seja uma grande pretensão dizer que tenha recebido a influência de um grande escritor. Seria o mesmo que dizer que escrevo parecido com ele. Mas eu posso dizer que gostaria de escrever como um grande escritor, como qualquer um dos grandes escritores cujas obras passaram diante dos meus olhos. Posso dizer também que alguns escritores certamente ajudaram a despertar em mim a vontade de escrever, ainda quando criança. Monteiro Lobato é um deles. Machado de Assis, o maior escritor brasileiro de todos os tempos, sem dúvida, é outro. E para citar alguns estrangeiros, dentre os muitos que li, os contemporâneos franceses Júlio Verne (especialmente “20.000 léguas submarinas) e Alexandre Dumas (Os três mosqueteiros do rei).

6. Qual o critério que você utilizou para selecionar os textos?
R. Alguns dos textos selecionados já tiveram sua aceitação testada, quando da publicação em outras mídias. Os outros também passaram por algum tipo de teste, sendo lidos e analisados por pessoas próximas. Enfim, na verdade não fui eu que escolhi. Cada um desses textos teve um motivo digamos, externo, para estar presente no livro. Ou é engraçado, ou é cáustico, ou é uma mistura dos dois.

7. Como é o seu processo criativo?
R. Algumas pessoas têm alguns rituais que são seguidos à risca no seu cotidiano, inclusive na hora de escrever. No meu caso não existe nada de especial. A qualquer hora surgem as idéias. Durante o dia, na hora do almoço, no meio da noite, enquanto dirijo. Por isso eu sempre tenho à mão papel e caneta para registrar o embrião de cada uma delas. Muitas idéias se perdem quando não são anotadas. Acho que não tem hora para criar. Mas acho que a melhor hora para desenvolver as idéias é de manhãzinha, quando o cérebro está mais descansado e os problemas diários ainda não ocuparam o espaço da criatividade.

8. Você tem uma receita para que as pessoas possam seguir?
R. Há poucos dias eu recebi um telefonema pedindo conselhos nesse sentido. Eu, pelo menos, não tenho receita. Mas acho que começar é um “bom começo”. Escreva alguma coisa sobre o tema que o inspira e procure desenvolver, procure idéias paralelas, procure entrelaçamentos com outros temas, busque derivações e anote tudo. Sempre há algo a escrever sobre alguma coisa.

9. Como contador de histórias, qual a sua maior dificuldade?
R. Sem dúvida, é terminar. Terminar, qualquer coisa, é terrível. Começar é delicioso! Desenvolver, é fácil! Terminar é muito ruim!

10. Em sua opinião, como se forma um bom leitor?
R. O bom leitor só pode ser formado na infância, época ideal para qualquer tipo de aprendizado, inclusive o incentivo à leitura. Época em que a mente está mais aberta às novidades e a curiosidade é latente. Portanto, isso é fato comprovado, filhos de leitores assíduos geralmente são bons leitores.






A obra já está à venda e os interessados podem obter informações através do e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou pelo telefone: 35-9155 0541. O preço é de quinze reais, acrescido de despesas de correio para outras localidades. Posteriormente serão divulgados os pontos de venda na região.
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