O artista – Antônio Fernando dos Anjos é arquiteto formado pela Universidade de Mogi das Cruzes, artista plástico especializado em Arte Sacra pelas Faculdades Assunção do Ipiranga (FAI) e membro da Comissão de Arte Sacra e Arquitetura da Diocese de Guaxupé.
A arte – O termo arte bizantina refere-se à expressão artística de caráter religioso dos primórdios do cristianismo no Império Bizantino. Por volta do século IV, com a invasão dos povos bárbaros ao longo do Império romano, o imperador Constantino I transfere a capital do império para Bizâncio, antiga cidade grega renomeada mais tarde para Constantinopla. Neste local reúnem-se toda uma série de fatores que impulsionam a ascensão da nova expressão artística que perdurou até os dias de hoje.

A obra – O artista Fernando dos Anjos vem se dedicando com afinco a difundir e perpetuar essa grande arte tradicional do Cristianismo, repleta de simbolismos. Um toque marcante da sua obra é o fato dele produzir uma releitura dessa arte antiga, respeitando suas principais características mas introduzindo novos conceitos que a aproximam mais das interpretações contemporâneas dos fatos bíblicos. Dentre as muitas obras que já foram realizadas por ele na região, duas se destacam: a Capela Mãe Rainha, localizada no Jardim Aeroporto em Alfenas e o templo da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, na cidade de Poços de Caldas.
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No século V, em Bizâncio, emergiu um novo império cristão que duraria mil anos, criando uma nova forma de arte, nascida do Cristianismo. Em Roma, nas antigas catacumbas cristãs, há uma série de murais que datam das perseguições aos cristãos nos séculos III e IV. São os primeiros exemplos de pintura no Período Bizantino.O movimento vive o seu apogeu no século VI, durante o reinado do Imperador Justiniano I ao qual se sucede um período de crise denominado Iconoclastia e que consiste na destruição de qualquer imagem santa devido ao conflito político entre os imperadores e o clero.
A arte bizantina não se extingue, no entanto, quando da queda do Império romano do ocidente em 453, e permanece ainda nas regiões onde floresce a ortodoxia grega, estendendo-se à segunda metade do século XV e grande parte do século XVI. Este movimento chega mesmo a atravessar os limites territoriais do império bizantino, incluindo, por exemplo, os países eslavos. A localização de Constantinopla permite à arte bizantina a absorção de influências vindas de Roma, da Grécia e do Oriente e a interligação de alguns destes diversos elementos culturais num momento de impulso à formação de um estilo repleto de técnica e cor.
O mosaico é a expressão máxima da arte bizantina e, não se destinando somente a decorar as paredes e abóbadas, serve também de fonte de instrução e guia espiritual aos fiéis, mostrando-lhes cenas da vida de Cristo, dos profetas e dos vários imperadores. Plasticamente, o mosaico bizantino não se assemelha aos mosaicos romanos; são confeccionados com técnicas diferentes e seguem convenções que regem também os afrescos. Neles, por exemplo, as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade; a perspectiva e o volume são ignorados e o dourado é utilizado em abundância, pela sua associação a um dos maiores bens materiais: o ouro
A expressão artística do período influenciou também a arquitetura das igrejas. Elas eram planeadas sobre uma base circular, octogonal ou quadrada rematada por diversas cúpulas, criando-se edifícios de grandes dimensões, espaçosos e profusamente decorados. (fonte: Wikipédia)